16 de set de 2011

Abaporu

Eis que um belo dia a linda Beatriz Azevedo apareceu na Casa Duquê.
Fiquei pensando que é desses momentos que a roda gira, que é do que respira este nosso espaço... de momentos de simplicidade, diversão, improviso, de arte, de calor, de valor...
Para a coisa ficar melhor ainda, pude me aproximar um cadinho da mineirice da família...  Na próxima, não perco o feijão tropeiro.rs

vestido Homem de Barro - verão 2012, inspirado em Cora Coralina

Beatriz trouxe ALEGRIA para casa, um cd lindo, que já nos primeiros acordes da faixa-título, nos conduz às bandas de maxixe do começo do século XX, continuamos a viagem com referências do Modernismo à Tropicália. Lindo o poema Relicário, de Oswald Andrade, em ritmo de frevo! (No baile da corte/ foi Conde d`Eu quem disse/ pra Dona Bemvinda/ que farinha de Suruí/ pinga de Baependi/ é comê bebê pitá e caí/)
Beatriz une música, poesia, teatro em um trabalho reconhecido como música antropofágica brasileira e não por acaso o  movimento antropofágico é a melhor tradução Beatriz Azevedo, uma devoradora! Formada em Artes Cênicas pela UNICAMP, estudou dramaturgia na sala Beckett em Barcelona, trabalhou com José Celso Martinez, estudou música no Mannes College of Music e no Jazz and Contemporany Music Program de Nova York. É autora de dois livros de poesia, Idade da Pedra e Peripatético.
p.s - (Ah! Beatriz, o Rio é uma delícia de ser devorado!)